Eu tenho dois blogs fechados. Principalmente por que eu quis. Mas também por que estão cheios de sofrimento, e especialmente, por que eu mudei tanto e mal me dei conta.
Meus textos antigos destilam uma coisa estranha, dor, desesperança, é como se a minha cabeça se esvaísse em treva. Por muito tempo a dor foi minha única companhia, por que eu não aceitava outras.
Meus amigos não sabiam o que se passava, eu não sabia o que se passava. À exceção do Rafa, que por algum motivo sempre esteve lá e conseguiu atravessar a parede de dor que eu pus ao meu redor sem dizer palavra. Gostaria que morássemos mais perto, gostaria de poder vê-lo achar um rapaz que valesse a pena, se casar e a mimar seus filhos e sua pequena família, por que ele fez muito por mim. Mas esse texto não é sobre ele.
Por muito tempo eu via somente a dor, e nela somente desespero. Por muito tempo eu não sorri e não vi motivos para isso, eu me cerquei de medos. E, de repente, em 2014 eu sou essa pessoa tão feliz. Comigo, com as minhas escolhas, com o que eu posso e não posso mudar. Como?
A dor, que eu achava que era uma punição, era na verdade uma grande lição. Cada problema, físico, emocional, familiar, ia me ensinando aonde eu podia chegar ou não, o quanto eu podia aguentar. Olha, foi bastante.
Mas não me matou. Me ensinou que o medo era inútil, que o que era ruim tinha que existir pra gente ver o que era bom, que as pessoas mudam, sim, as vezes pelo amor e as vezes pela dor. Eu aprendi que o mundo gira e que eu posso ficar bem, afinal é só uma escolha.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
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1 comentários:
É tão bom ver as pessoas conseguirem mudar de vida, superar a dor e seguir em frente, serem felizes.
Assim como vc deseja que seu amigo seja feliz, acredite que todos os seus amigos (mesmo aqueles que não ficam sabendo muito o que se passa XD) também ficam exultantes ao ver a sua felicidade e leveza!
Tchau, sua audaz (se fosse em espanhol seria: Ozadía).
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