sexta-feira, 4 de abril de 2014

Postado por Y ♥ às 21:23 0 comentários

04/05/2014

O abraço
O coração
O cheiro do sangue

Hoje senti sua falta mais que nunca

Há séculos que me tentas
Há séculos sou tua e minha
Já partilhamos mais que a cama
E sangue e medo

quarta-feira, 26 de março de 2014

Carta

Postado por Y ♥ às 16:17 1 comentários
♫ É uma índia com colar
A tarde linda que não quer se pôr
(...)
Eu estava em paz quando você chegou
(...)Corre a lua porque longe vai?
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por esta noite
Por que está amanhecendo?
Peço o contrario, ver o sol se por
Por que está amanhecendo?
Se não vou beijar seus lábios quando você se for
(...)
E o que os olhos não vêm
O coração pressente
Mesmo na saudade
Você não está ausente ♪

Meu amigo,
Já faz tanto tempo que não nos vemos, nessa semana colo grau e queria poder te chamar... Queria até hoje saber o que houve. Uma pergunta sem resposta, como o fim da banda que a gente gostava, lembra? Acabou sem quê nem por quê.
Ouvi Relicário, nessa vibe louca que me dá às vezes, de passar dias e dias ouvindo Nando Reis, e lembrei de você. E aí ouvi de novo e de novo. Estivemos juntos por tão pouco tempo, mas eu nunca me esqueci. O modo fixo, intenso e terno como você me olhava me marcou pra sempre, abriu meu coração como uma flor. Você me olhava como se eu fosse sua, e por essa devoção eu fui, sua flor, seu anjo, e você era meu, meu sorriso, meu céu.
Gostei de você, pequeno, como não gostei de mais ninguém. Em tão pouco tempo, que até hoje não entendo. Mesmo agora parece que algo em mim nunca conseguiu pensar em você de uma forma racional, foi tudo tão certo. Pensar pra que?
Acho que por isso nunca entendi como acabou. Caí da nuvem rápido demais. Por você pedi desculpas mesmo tendo razão, engoli meu orgulho e deu errado. Mas eu insisti, por que seus braços tinha a forma perfeita pra me colocar dentro, teus beijos me arrebatavam da maneira ideal. Em você me perderia até hoje, mas sei que o tempo se foi enquanto eu dormia. Se foi até demais, te falei que essa semana colo grau?

segunda-feira, 17 de março de 2014

Postado por Y ♥ às 23:37 0 comentários

Eu estou agora no seu paradigma. O que vai pro seu sintagma?

sábado, 15 de março de 2014

Postado por Y ♥ às 00:46 0 comentários
Todo homem é chamado
Todo homem tem em si uma motivação
A Terra tem inúmeros chamados
Alguns atendem ao dinheiro, ao poder, ao amor, a dor e a luxúria.

E você, quem atende?
Quem é o seu mestre?
Você o escolheu em sua liberdade ou ele escolheu e escravizou você?

Não seja escravo da sua dor e das suas mágoas
Liberte-se e escolha seu mestre com sabedoria


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Não sei a data desse, achei nos meus rascunhos quando fui formatar o tablet

quinta-feira, 6 de março de 2014

Seu poço

Postado por Y ♥ às 23:06 0 comentários
A lição mais difícil de todas é que não dá pra salvar ninguém. A mais dolorida, a mais marcante. A que levou de mim mais sangue e pedaços da carne pra aprender.
Não dá pra te salvar, por que só você escolhe o tamanho e a forma do seu poço e quem você deixa te jogar lá. Eu quero te puxar pra fora, mas não posso.
Vou esperar aqui então, tá? Sentadinha do lado do poço, e cantar pra você.
Outra lição tão importante quanto, é que não é por que você escolheu estar aí dentro que precise estar só. Os momentos tristes são menos tristes com uma amiga do lado...

Essa noite

Postado por Y ♥ às 02:46 0 comentários

Por essa noite você me empresta seus pedacinhos de amor
e eu te empresto os meus.
A gente junta tudo
numa colcha de retalhos
e usa pra se esconder do frio

Aquele que faz
quando o vento passa
por entre os buracos dos nossos corações partidos.

Só por essa noite...

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Capitão gancho

Postado por Y ♥ às 13:00 1 comentários
Se não fosse a dor...
E essa mania de lembrar de tudo feito um gravador...


Eu estou de novo em uma das minhas fases de mudança. Vez ou outra a vida parece muito ruim, sem razão aparente nenhuma. Aí eu entro na fase chata, aonde eu lembro de tudo que me magoou e eu deixei passar sem falar nada e tudo me circunda por alguns dias até eu me achar de novo.
Ontem foi o ápice da fase chata, aonde doeram as risadas do final de semana anterior, aonde eu disse que estava cansada de zoeira e as pessoas riram da minha cara. Como se eu fosse incapaz de tomar boas decisões, me deixaram me sentindo um lixo. E doeu uma dor mais antiga, que nem convém comentar, essa foi vomitada em ácido sobre o causador, algo desnecessário que eu me arrependi de ter feito.
Hoje é o primeiro dia da saída da fase chata, aonde eu tomo decisões que geralmente cumpro, mas que preciso dessa fase pra cumprir. Decisões mais radicais, tipo me afastar das pessoas que me fazem mal, conscientemente ou não, e seguir um caminho diferente, ficar um pouco mais só.
Como toda dor, a minha fase é a de aprendizado. Aonde as peças se encaixam e o que dói faz sentido e o que acalenta ganha maior significação. Como a onda que me derruba e me arrasta pro mar, vai passar, vou voltar a praia mais feliz e mais forte e com um salzinho pra temperar.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O último nó

Postado por Y ♥ às 23:47 1 comentários
Sinto o desenrolar. Há quanto tempo estava aí, me fechando a garganta?
Que engraçado, não ter mais o gosto azedo no fundo.
O amor conserta tudo. O perdão. Dá-lo ao outro é dá-lo a si mesmo.
As pessoas podem mudar, acredite nelas.

"Eu te amo, filha"   "também te amo, pai"

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

As dores. As mudanças

Postado por Y ♥ às 16:25 1 comentários
Eu tenho dois blogs fechados. Principalmente por que eu quis. Mas também por que estão cheios de sofrimento, e especialmente, por que eu mudei tanto e mal me dei conta.
Meus textos antigos destilam uma coisa estranha, dor, desesperança, é como se a minha cabeça se esvaísse em treva. Por muito tempo a dor foi minha única companhia, por que eu não aceitava outras.
 Meus amigos não sabiam o que se passava, eu não sabia o que se passava. À exceção do Rafa, que por algum motivo sempre esteve lá e conseguiu atravessar a parede de dor que eu pus ao meu redor sem dizer palavra. Gostaria que morássemos mais perto, gostaria de poder vê-lo achar um rapaz que valesse a pena, se casar e a mimar seus filhos e sua pequena família, por que ele fez muito por mim. Mas esse texto não é sobre ele.
Por muito tempo eu via somente a dor, e nela somente desespero. Por muito tempo eu não sorri e não vi motivos para isso, eu me cerquei de medos. E, de repente, em 2014 eu sou essa pessoa tão feliz. Comigo, com as minhas escolhas, com o que eu posso e não posso mudar. Como?
A dor, que eu achava que era uma punição, era na verdade uma grande lição. Cada problema, físico, emocional, familiar, ia me ensinando aonde eu podia chegar ou não, o quanto eu podia aguentar. Olha, foi bastante.
Mas não me matou. Me ensinou que o medo era inútil, que o que era ruim tinha que existir pra gente ver o que era bom, que as pessoas mudam, sim, as vezes pelo amor e as vezes pela dor. Eu aprendi que o mundo gira e que eu posso ficar bem, afinal é só uma escolha.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Sobre abusos, piadas e conversas

Postado por Y ♥ às 21:12 3 comentários
Há pouco mais de um mês eu fui a padaria na esquina da rua de casa. Um homem que estava dentro da padaria me seguiu, fazendo psiu, psiu, gritando coisas como "gatinha" "ow, para aí pra gente conversar". Para desespero dele, eu parei. Olhei-o nos olhos e gritei o mais forte e violentamente que podia usando as palavras mais pesadas que me vieram a cabeça. Eu observei ele recuar e só então retomei meu caminho. Por que eu não tenho medo.

Estive em um evento, uma espécie de happy hour no meio da rua com algumas amigas durante o final de semana, sorrimos, conversamos e nos divertimos bastante. Deste evento tirei algumas fotos. Uma delas, de uma amiga loira, com o busto grande, sorriso aberto, levemente alcoolizada. Diversos rapazes curtiram a foto, no facebook e no instagram e alguns vieram comentar comigo - como se fosse do meu interesse, os atributos físicos da moça. Houve aquele que viesse me dizer que ela "estava super gostosa" como se: 1- isso fosse do meu interesse 2- essa falta de respeito tivesse para mim a menor graça. Novamente hoje, desta vez uma pessoa ao qual tive sempre admiração, alguém que deveria saber o peso das palavras, um escritor, perguntou-me se eu poderia "apresentá-la". Sabe "pega ali da vitrine, vendedora, que eu quero testar".

Mas o que as duas histórias tem em comum?  Vamos a algo bem simples, meus amigos, tais reações não são só absurdas e nojentas, são machistas. O mesmo machismo que diz, por senso comum, que minha amiga está "na vitrine" para que o macho da vez a escolha e a vendedora (eu) vá buscar, diz ao homem da padaria que eu estou  na vitrine, e ele pode ir me buscar.

Ah, mas que exagero, são só cantadas, é só uma piada. Suas piadas dizem que é engraçado que eu todos os dias eu tenha violado o meu direito de ir aonde quiser, vestir o que quiser, sair a hora que quiser. Suas piadas retiram a minha capacidade de reação, chamando minha indignação de "mimimi de feminista". Suas piadas estupram e matam, e dizem em alto e bom som que a culpa foi da moça, afinal ela bebeu demais, ela postou foto no facebook, ela estava usando um decote, ela foi a padaria sem um macho que lhe defendesse.
Eu nunca sofri nenhuma violência física, o homem da padaria não me atacou, porque eu não tenho medo. Quantas pessoas tem medo, quantas mulheres se encolhem e se deixam agredir por que poderia ser pior? Todos os dias passo pela violência moral por ser mulher, e não, isso não é risível. E não, eu nunca vou me calar, ou cansar de reclamar.
 

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